domingo, 23 de julho de 2017

Defendeu Waldir!!! Valeu!!


Waldir Peres, com V e Z, como saiu no Futebol Cards
Hoje o mundo do futebol ficou mais triste: morreu Waldir Peres.


Waldir Peres foi responsável direto pela minha primeira comemoração como torcedor, quando com suas defesas durante o jogo e sua catimba nos pênaltis, levou o São Paulo ao título nacional de 1977. Lembro até hoje que, como não tínhamos TV, convenci meus avós paternos a me levarem para o restaurante de um clube perto de casa onde transmitiriam a final. Para uma criança que recém descobre o futebol, o primeiro título é algo inesquecível. E devo isso diretamente àquele goleiro careca cabeludo, que envergava uma clássica camisa cinza. 

No São Paulo campeão brasileiro de 1977
Antes disso, comigo ainda muito pequeno, Waldir  já tinha conquistado o campeonato paulista de 1975 ao defender incrivelmente os 3 pênaltis batidos pela Portuguesa na decisão. 

Depois de 1977, passei anos guardando escalações do São Paulo sempre começando com o nome dele. O São Paulo montou um memorável time no início dos anos 1980, quando se sagrou bi-campeão paulista e vice-campeão brasileiro e a escalação ficou pra sempre na minha memória: Waldir Peres, Getulio, Oscar, Dario Pereira e Airton (Marinho em 81); Almir, Heriberto (Everton) e Renato; Paulo César, Serginho e Zé Sérgio (Mario Sérgio).

Waldir Peres no São Paulo de 1981
Politizado, Waldir chegou a ser presidente do sindicato de jogadores e lutava por um calendário melhor para os jogadores. Com justiça, foi para as Copas de 1974, 78 e em 82, como titular daquele memorável esquadrão montado pelo Mestre Tele Santana. Embora muitos lembrem de sua falha contra a URSS, a forma como chegou à titularidade foi inquestionável. Valdir Peres teve atuações brilhantes na fase preparatória, incluindo dois amistosos contra a Alemanha Oc. Na primeira, disputada na casa alemã, Waldir defendeu dois pênaltis cobrados por Paul Breitner (https://www.youtube.com/watch?v=tXWW_dTewoY). Na segunda, no Maracanã, fez defesas sensacionais. 

Ficha técnica do Valdir no Futebol Cards, figurinhas de futebol no final dos anos 1970

Em 1984, numa fase de renovação, acabou saindo do São Paulo depois de quase 12 anos e 611 partidas, um recorde só superado posteriormente pelo Rogério Ceni. 

Enfim, Waldir Peres foi dos meus primeiros ídolos e sempre que jogava botão, adorava soltar um "defendeuuuu Valdiiiiiir" a cada defesa do meu goleiro. Só tenho a agradecer por cada defesa que embalou minha infância tricolor! Valeu  Waldir!! 


Um comentário:

  1. Putz! Lindo e merecido texto, Paulinho.
    Faço minhas, todas as suas palavras.

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